As Cavalhadas são formadas por vinte e quatro cavaleiros. Doze representam os cristãos e trajam cor azul, e doze representam os mouros trajando a cor vermelha. O número de doze cavaleiros em cada grupo, representa o conflito medieval que ficou conhecido como “A Batalha de Carlos Magno e os 12 Pares de França”, um dos símbolos da resistência e avanços da religião cristã na luta por terras e novos fiéis. Os diálogos entre embaixadores sarracenos e cristãos apresentados no campo, foram elaborados a partir de romances de cavalarias.
O ritual da luta entre mouros e cristãos é antecedido pelo desfile dos caretas pelas ruas da cidade, que depois se dirigem ao campo de apresentação das Cavalhadas. É um grupo de mascarados representando o imaginário medieval de bruxas, caras de boi, chifres e outros animais. Os cavalos usados pelos caretas, são enfeitados com flores e portam instrumentos que produzem um som que os identifica.
No campo de apresentações acontece a entrada do cortejo do imperador e da madrinha, com cavaleiros mirins, princesas, grupo de pastorinhas. A imagem de Nossa Senhora D’Abadia também está presente neste momento, seguida dos festeiros da padroeira de Taguatinga. As rainhas entram no campo a cavalo portando as bandeiras de seus reinos. Logo após, cavaleiros mouros e cristãos iniciam o espetáculo que tem duração de dois dias, com os guerreiros apresentando corridas e competições que remontam o passado histórico medieval.
O espetáculo de cores, brilho e sincronia é uma simulação de luta, que os cavaleiros representam através de evoluções e movimentos de espada, lança e garrucha. Uma batalha de cunho religioso entre mouros e cristãos, onde os cristãos são os vencedores, acontecendo assim a “submissão” dos mouros ao Cristianismo, através do batismo destes, que acontece no campo com a presença do Pároco da Igreja de Nossa Senhora D’Abadia.







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